Sim, eu uso o Tinder

13/12/2013 § 6 Comentários

É verdade. Eu uso o Tinder. E nem é algo que exige coragem para confessar. Se você usa o Tinder ou qualquer aplicativo (ou site, ou amigo, ou o que quer que seja) para conseguir putaria, vai conseguir putaria. Se você usa para conhecer gente, vai conhecer gente. E vai até correr o risco de conhecer gente bacana, que está por todo lado, mas às vezes a vida falha em cruzar os caminhos.

Assim tem sido comigo. 

Tudo começou com um esquenta aqui em casa. Quatro mulheres, amigas minhas, todas nos seus 30, e eu. Falava-se em nada além do Tinder na época. Era o aplicativo do momento, uma febre. Baixei. Não acho que os desenvolvedores inventaram a roda ou colocaram o ovo de pé. Na verdade, o que fizeram foi colocar no virtual o que já fazemos na vida real. Lulu idem: ou você, marmanjo, achava que as mulheres não falavam de você na mesa do bar, quando você não está, ou no banheiro, enquanto você espera na mesa? ¬¬

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E o aplicativo tem uma coisa que a vida real não oferece: a oportunidade de conhecer gente que tem interesses comuns. Sim, sou chato. Pegar mulher na balada só porque ela é bonitinha e gostosinha e depois descobrir que o cérebro dela, se existe, ficou em casa, não é a minha praia. Gosto de gente com quem eu consiga conversar por mais de cinco minutos. De preferência, por cinco horas sem perceber que elas passaram.

E o Tinder permite isso.

“Cada um conhece gente do jeito que pode”. É, verdade. E eu posso conhecer gente bacana de mil maneiras: no trabalho, no ônibus, na padaria, na rua, nas palestras que dou em faculdades, em caronas, pelo Instagram, em entrevistas que faço para minhas matérias, fumando, lendo e aprendendo sobre numismática, pelo Facebook, apresentado por amigos e até mesmo em uma tarde entediante de espera em um aeroporto em algum lugar do mundo. Todas as situações são reais e já aconteceram comigo. Talvez com você também.

E eu aproveito cada uma delas, porque gosto de gente. 

E o Tinder é apenas mais uma das maneiras. Se existe, e se existe gente bacana do outro lado usando e procurando, como eu, gente bacana, que os bits ajudem a que nos cruzemos. Daí pra frente, vira tudo igual: o bom papo, as risadas impronunciáveis (só eu fico tentando imaginar alguém rindo “LOL” ou “rsrs” ou, pior, “kkkkk“?!), a coincidência do lugar pelo qual passamos ontem à noite sem saber que, no meio da multidão, estávamos nós, os interesses comuns, o amigo de infância de um que estudou na faculdade com o outro… 

Sim, eu uso o Tinder. E não tenho vergonha alguma de ser o nerd que pareço para você, se você acha que, por isso, pareço nerd ou geek ou o apelido que você quiser usar. Ou um pobre coitado que precisa de aplicativos para se relacionar socialmente. Acredite: nas minhas conversas pelo Tinder existe sempre um desejo oculto. O de que aquela foto, aqueles poucos dados e aquele papo, se bacana, se transformem, logo, em uma longa conversa ao redor de uma mesa de bar, com uma cerveja geladinha e o relógio esquecido num canto. 

Se você quer me condenar ou julgar por isso, fique à vontade. Do jeito que for, estou conhecendo um monte de gente interessante. E você?

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Mochilão (ou qualquer viagem) sem internet – acredite: é totalmente possível

23/09/2013 § 2 Comentários

Férias sem internetFérias: você está fazendo isso errado

Viajar é daquelas coisas que devem nos desprender da vida real. Ou pelo menos da rotina. E quando falo em “vida real”, não me refiro a um apego à “vida virtual”. Ao contrário: antes de embarcar, desligue seu(s) smart phone(s) e deixe gravada uma mensagem dizendo que estará de volta no dia X, mesmo que não volte no dia X. Esqueça em casa notebooks, tablets e tudo que pode pesar na mala e atrapalhar a viagem. E vá por mim: adote as dicas abaixo, que eu dei para uma amiga que perguntou qual a melhor forma de usar o pacote de dados do celular no exterior. E boa viagem. Quando voltar, lembre de me ligar.

Compre cartões postais e selos no seu destino. Leve os endereços dos amigos anotados à mão em uma agenda. Se preferir, imprima etiquetas para facilitar seu trabalho. Escreva mensagens individuais, pensando em cada um dos seus amigos. Preencha os cartões e envie pelo serviço postal local. Leve um diário de viagem, um caderno qualquer, e uma ou duas canetas. Anote suas impressões, seus sentimentos, faça poemas ao ver o pôr do sol no lado oposto ao que você está acostumado, rabisque algum monumento que vir. Leve uma câmera fotográfica. Pode ser digital. Tire fotos, muitas fotos. Revele-as na volta, logo ao chegar, e anote as informações no verso: onde, quando, com quem, o que sentia… Marque um encontro para mostrar aos amigos, em casa, com vários álbuns. Você vai sobreviver sem internet.

Meu mochilão na Europa foi assim. Eu sobrevivi. E tenho os álbuns e minhas anotações para contar a história.

Gmar chatimá tová a todos!

13/09/2013 § 1 comentário

Yom_Kippur_on_Highway_20_Tel-Aviv[1]

Aos amigos, a todos os amigos, “gmar chatimá tová“. Significa, em hebraico, algo como “que sejamos inscritos no livro da vida com uma boa assinatura”. Mas o desejo não é judaico – é universal: que usemos este Yom Kipur, que começa hoje, para refletir sobre os erros e os acertos não apenas para pedir desculpas pelos erros e comemorar os acertos, mas para aprender com eles e seguir adiante. Para isso, não é necessário fazer o jejum de 25 horas ou ir à sinagoga filar bolos de mel ao final do período.

O mais importante da data é a reflexão e a capacidade de olhar para si e colocar os acontecimentos dos últimos 365 dias em uma balança pessoal.

Yom Kipur, o “dia do perdão”, acontece dez dias após Rosh Hashaná, a “cabeça do ano”, o ano novo judaico. Esses dez dias, que acabam hoje, são chamados “yamim nora’im”, “dias terríveis”. A data do ano novo é também universal. Comemoramos na semana passada os 5774 anos da criação do homem, do primeiro homem, que pode ter sido um homem ou uma mulher, tanto faz (as religiões dirão que foi um homem, blá, blá, blá!) A humanidade é assim antiga – e está na hora também de aprendermos com os erros cometidos ao longo desses quase 6 milênios e parar de repeti-los!

Que sejamos todos inscritos no livro da vida!

De 2010, quando eu ainda estava em Israel: Yom Kipur, feriado das bicicletas (foto: Tel Aviv vazia no Yom Kipur; Wikipedia)

Um palíndromo numa quarta

11/09/2013 § 1 comentário

Hoje é quarta-feira, dia de palíndromo.

E o de hoje é: “Olé! Maracujá, caju, caramelo”.

Vi na Wikipedia, que também explica o que é um palíndromo. Mais: explica que este aí é um palíndromo da categoria dos “insensati”, que cuidam “apenas de juntar letras ou palavras sem se preocupar com o sentido”.

Era só isso. Até quarta que vem.

Um palíndromo numa quarta

04/09/2013 § Deixe um comentário

Hoje é quarta-feira, dia de palíndromo.

E o de hoje é: “A base do teto desaba”.

Foi sugestão da foca (não sabe o que é foca?) Andreza Galiego, que disse ter aprendido aqui no blog o que é um palíndromo. Já valeu!

Era só isso. Até quarta que vem.

O trabalho

01/09/2013 § Deixe um comentário

Um palíndromo numa quarta

28/08/2013 § Deixe um comentário

Hoje é quarta-feira, dia de palíndromo.

E o de hoje é: “Rir, o breve verbo rir”

Colaboração de Ney Hayashi

Era só isso. Até quarta que vem.

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