Ser pai

16/06/2012 § Deixe um comentário

Há algo especial em ser pai, algo que independe até do contato com o filho. Ser pai é necessariamente dividir. Dividimos o tempo, as prioridades, os recursos. Dividimos o que somos, porque o que somos está no que o filho é e será.

Ser pai, mesmo à distância imposta à revelia, é querer sempre o bem, querer saber bem, preocupar-se.

É até abrir mão de ouvir os primeiros miados e as primeiras palavras, deslizar com o primeiro engatinhar e os primeiros passos, ver o primeiro sorriso e os primeiros dentinhos. É abrir mão de tudo isso se for para o bem do filho.

Ser pai, desde o primeiro olhar que trocamos, é uma aventura, uma viagem alucinante, uma delícia. Ser mãe deve ser bem louco também, claro. Mas a mãe tem um vínculo óbvio, selvagem, umbilical.

Pai não tem nada disso. Pai ama e se apaixona por simplesmente ver, ali, no pequeno, uma extensão de si mesmo, a continuidade, a herança, os traços…

Ser pai de menino, como o meu menino, é delicioso. Faz quase três meses que meu coração bate num ritmo diferente.

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