Com Capote, lembrei-me do meu avô

13/06/2013 § Deixe um comentário

Hoje, lendo Capote (“Os cães ladram: pessoas públicas e lugares privados”; New Orleans, 1946), lembrei-me do meu avô, de quem tenho tão poucas lembranças, porque ele morreu quando eu tinha bem menos de 10 anos. Lembro-me, por exemplo, de ver o mundo do alto de seus ombros largos e muito altos, bem mais altos do que o menino que eu era naqueles tempos. E dos seus olhos, de um azul que eu não saberia jamais descrever, mas que Capote me trouxe de volta:

(…) os severos olhos azuis angelicais de vidro, claros como os olhos azuis desbotados dos marinheiros, olhavam para cima.

Meu avô, Armand, ele, que faria 100 anos este ano, em março – e para quem vou dedicar o livro que estou escrevendo (pesquisando, agora) sobre a história dele e de tantos outros que deixaram para trás um país, um idioma, uma vida, para aportar no Brasil nos anos 1950.

Anúncios

Marcado:, , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento Com Capote, lembrei-me do meu avô no Ato ou Efeito.

Meta

%d blogueiros gostam disto: