Beijar perfeitamente

14/02/2013 § 1 comentário

Não podia deixar passar, embora eu ache que a relação não seja necessariamente verdadeira (acho mesmo que a dança faz melhores amantes, isso sim!) Enfim, em dia do Santo Valentino, comemorado em quase todo o mundo (até em Israel, apesar de existir um dia do amor por lá), vai a imagem, vista no Facebook.

Feliz dia do santo, então!

Besar perfectamente

Se você sabe escrever bem, sabe beijar perfeitamente

Veneno

18/10/2010 § Deixe um comentário

Hoje, de novo, fui envenenado pelo seu amor. Você veio, nem hesitou: deixou o veneno escapar e me envolver. E eu, entregue, dele bebi, dele respirei, minha pele o absorveu. Depois, você foi embora. E eu fiquei, sonado e largado, despido e dopado pelo seu veneno.

Você, com saudade

08/10/2010 § 2 Comentários

Não falha: fecho os olhos, deito a cabeça, e você volta, nítida. Teu olhar tímido, teu cheiro agridoce de quando fazíamos amor, tua risada. Teu sorriso e aquela covinha que me derretia.  Tua voz dizendo “eu te amo”. Sinto tanta falta disso tudo. Como li hoje, a “saudade é uma felicidade retardada“.

Inverno. Lembro tanto e tão bem de cada detalhe daquele inverno. Uma estrada longa. Muito sono. E aquele nosso amor intenso, entregue, apressado, barulhento, insuficiente. Cheio de quero mais. Quero mais! Muito mais! Lembra? A noção de tempo não existia para nós, lá atrás. O que o tempo fez de nós?

Rabisco qualquer coisa no meu caderno. Tento transformar as memórias em palavra, quiçá em desenho. Não consigo. Elas ficarão para sempre como memórias. Doces, distantes, presentes, por vezes amargas. A saudade machuca. “Só não mata porque tem o prazer da tortura“, li, do mesmo autor. Sabe das coisas.

Autor nosso, Vinicius diria: Fez-se de triste o que se fez amante, e de sozinho o que se fez contente. Fez-se do amigo próximo o distante, fez-se da vida uma aventura errante. De repente, não mais que de repente. De repente, e há tanto tempo, já. Diz: o que o tempo – cruel, insano – o que o tempo fez da gente?

A gente era obrigado a ser feliz

26/09/2010 § 1 comentário

Só porque é Chico. Só porque é uma forma linda de ver e descrever o amor. Só porque eu estou precisando desse jeito de amar.

Obrigado, Ana Néca, que tem outra versão.

Espelho

14/09/2010 § 2 Comentários

Não é meu. Mas poderia ser. Palavra por palavra.

perdida. eu não sei lidar com isso. essa coisa de alguém gostar de mim. eu percebo algum sentimento mais forte e só penso em fugir. eu gosto de gostar dos outros. mas não gosto que gostem de mim. acho que não é que não gosto. é que eu tenho medo. medo de não me encaixar em todas as idealizações que vêm junto ao gostar. medo de não ser nem um pouquinho daquilo que o outro espera. medo da expectativa que o outro tem de mim. eu não sei lidar com isso. eu não sou capaz de aceitar um “eu gosto de você”. imagina então um “eu te amo”. toda vez, eu fujo.

Lior

28/07/2006 § 1 comentário

 

Estive hoje em um abrigo anti-bombas. Não rolou sirene, não caiu nenhum míssil lançado pelo Hizballah ou pelo Hamas, não teve correria nem nada. O abrigo onde eu estive, em um bairro residencial super tranqüilo de Jerusalém, foi transformado em sinagoga. Uma porta espessa de ferro dá acesso ao templo judaico que abrigou nesta manhã ensolarada de sexta-feira a cerimônia de brit milá (circuncisão) do Lior, o filho da minha amiga Cinthia. O nome ele ganhou hoje, enquanto chorava como o bebê da foto. Lior, hebraico para “luz para mim”, significativo para uma mãe como ela dar para o rebento. A cerimônia foi emocionante, embora bastante simples. Lá, dentro do abrigo anti-bombas, uns amigos, uns parentes, a mãe bastante emocionada e o bebê, cujo choro, como manda o judaísmo, foi calado por gotas de vinho em um pedaço de algodão.

Foi selada a aliança.

[TRADIÇÃO] Contei para uns amigos e eles não acreditaram! O mohel que fez o meu brit milá, em 1979, foi o mesmo que fez o do meu pai, em 1949 e o do meu avô, em 1913! Minha mãe sempre conta que o velhinho – que de acordo com as minhas contas deveria ter uns 90 anos quando me circuncidou – tremia. Ela também, de medo!

Quero

12/05/2006 § 3 Comentários

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo/ Com sabor de fruta mordida/ Nós na batida, no embalo da rede/ Matando a sede na saliva/ Ser teu pão, ser tua comida/ Todo o amor que houver nessa vida/ E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio/ Pelo inferno e céu de todo dia/ Pra poesia que a gente nem vive/ Transformar o tédio em melodia/ Ser teu pão, ser tua comida/ Todo amor que houver nessa vida/ E algum veneno antimonotonia


E se eu achar a tua fonte escondida/ Te alcanço em cheio, o mel e a ferida/ E o corpo inteiro como um furacão/ Boca, nuca, mão e a tua mente – não/ Ser teu pão, ser tua comida/ Todo o amor que houver nessa vida/ E algum remédio que me dê alegria

Onde estou?

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