Beijar perfeitamente

14/02/2013 § 1 comentário

Não podia deixar passar, embora eu ache que a relação não seja necessariamente verdadeira (acho mesmo que a dança faz melhores amantes, isso sim!) Enfim, em dia do Santo Valentino, comemorado em quase todo o mundo (até em Israel, apesar de existir um dia do amor por lá), vai a imagem, vista no Facebook.

Feliz dia do santo, então!

Besar perfectamente

Se você sabe escrever bem, sabe beijar perfeitamente

Vendo as palavras

23/11/2010 § 1 comentário

Cena de Bee Season (2005)Não faço ideia de qual é o nome em português, se é que há um, para o filme Bee Season, de 2005. Nem importa se há um título em português.

Na verdade, o que foi adotado em hebraico, Laga’at BaMilim, “Tocar nas Palavras”, faz até mais sentido.

São quatro horas da manhã e estou ouvindo agora a trilha final do filme. Atônito, anestesiado. Querendo bis, mas preciso acordar cedo.

Puta merda, que filme! E essa menina, que vê as palavras, como eu via quando aprendi a ler… Quando eu recortava nas revistas da minha mãe palavras que começavam com a letra do dia na escola…

Foi assim que eu me apaixonei pelas palavras. Passeando de carro e sendo convidado pelas letras nos outdoors, brincando de formar frases, lendo de trás pra frente, formando palavras novas que só existiram na minha imaginação.

Assim, e entregue à série Para gostar de ler, eu me apaixonei pelo que hoje se tornou mais do que o meu ofício. Escrevo com prazer, apesar de existir um certo sofrimento sádico ao escrever!

Sugiro que vejam o filme, vale a pena! Fiquei curioso para ler o livro que deu origem a ele.  (#ficaadica)

Propaganda Publiquei no domingo, no Aliás do Estadão, texto desses que dão prazer ao escrever, e tesão ao nascer. Tenho PDF, se quiser!

“Escrevo para me manter viva”

19/10/2010 § Deixe um comentário

Clarice LispectorEm 1977 corria o boato de que a escritora Clarice Lispector não daria mais entrevistas. Mesmo assim, o biógrafo e também escritor José Castello, que trabalhava na época no jornal “O Globo“, telefona e consegue marcar um encontro, sendo recebido após muitas idas e vindas.

Travam então o seguinte diálogo:

Castello: Por que você escreve?

Clarice: Vou lhe responder com outra pergunta: — Por que você bebe água?

Castello: Por que bebo água? Porque tenho sede.

Clarice: Quer dizer que você bebe água para não morrer. Pois eu também: escrevo para me manter viva.

Dela, ainda:

Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada… Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro…

Escrever, um pacto

26/09/2010 § Deixe um comentário

Escrever, um pacto

Andei relendo agora alguns-muitos dos posts do blog, especialmente os antigos. Gosto de reler, de curtir a nostalgia, de relembrar momentos e de sentir como eu me senti quando desabei sobre o teclado e desabafei alguma coisa. É disso que se trata esse blog, afinal.

Bom poder voltar e reler, revivendo, assim.

Adoro.

Um dia, eu acho que devia ter uns 14 anos, decidi que iria escrever. Eu não sabia ainda, mas eu tinha decidido ali que escreveria para o resto da vida, para comunicar, para emocionar, para desabafar, para conversar, para dizer quem eu sou. Fiz um pacto informal e discreto, mas ao qual me mantenho fiel, e escolhi então meus melhores amigos, que são até hoje a caneta e o papel.

Nunca pude dizer algo que sinto tão bem quanto posso escrever. A inspiração vem, assim. Brota. Anoto cartões de aniversário ou de casamento na hora. Se pensar muito, não sai legal. Saco a caneta, pouso a ponta no papel, sinto e transformo em palavras. Simples assim.

Como um Xavier em Albergue Espanhol, olho hoje para uma fotografia preto-e-branco que trouxe comigo, de quando eu era criança, e escuto a voz infantil ressoando na minha imaginação apaixonada:

Quero ser escritor.

Onde estou?

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