Trio da pesada

27/10/2010 § Deixe um comentário

A vida é pra valer…

Da série: “músicas que me transportam para quando eu tinha uns 16 anos, morava no Itaim e, enquanto estudava na sala, colocava os LPs da minha mãe na vitrola”. Eu já era romântico e não sabia.

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Você, com saudade

08/10/2010 § 2 Comentários

Não falha: fecho os olhos, deito a cabeça, e você volta, nítida. Teu olhar tímido, teu cheiro agridoce de quando fazíamos amor, tua risada. Teu sorriso e aquela covinha que me derretia.  Tua voz dizendo “eu te amo”. Sinto tanta falta disso tudo. Como li hoje, a “saudade é uma felicidade retardada“.

Inverno. Lembro tanto e tão bem de cada detalhe daquele inverno. Uma estrada longa. Muito sono. E aquele nosso amor intenso, entregue, apressado, barulhento, insuficiente. Cheio de quero mais. Quero mais! Muito mais! Lembra? A noção de tempo não existia para nós, lá atrás. O que o tempo fez de nós?

Rabisco qualquer coisa no meu caderno. Tento transformar as memórias em palavra, quiçá em desenho. Não consigo. Elas ficarão para sempre como memórias. Doces, distantes, presentes, por vezes amargas. A saudade machuca. “Só não mata porque tem o prazer da tortura“, li, do mesmo autor. Sabe das coisas.

Autor nosso, Vinicius diria: Fez-se de triste o que se fez amante, e de sozinho o que se fez contente. Fez-se do amigo próximo o distante, fez-se da vida uma aventura errante. De repente, não mais que de repente. De repente, e há tanto tempo, já. Diz: o que o tempo – cruel, insano – o que o tempo fez da gente?

Onde estão meus bons amigos?

13/09/2010 § Deixe um comentário

Porque deu vontade e porque fiquei cantarolando hoje à noite.

Barão Vermelho, Meus bons amigos. E a letra.

Cadê o correio que estava aqui?

31/05/2006 § 1 comentário

Passou a “freqüentar” o mundo virtual da noite para o dia, em uma madrugada mal-dormida. Quando se deu conta, tudo era diferente. Das cartas se fez o email, do telefone se fez o Skype, da voz se fez um conjunto de palavras digitadas… E um dia, embora já acostumado com a facilidade do send, quis mandar uma carta. Agarrou papel e caneta, teve medo da caligrafia. Escreveu uma página e outra mais. Desenterrou um envelope em uma prateleira empoeirada de uma papelaria do bairro. Anotou o endereço do destinatário, longo e sem arroba, e precisou redigir o próprio endereço, também. Precisava apenas de um selo. Foi ao correio. Mas ao chegar lá, não havia correio, mais. Tanto tempo sem mandar cartas, e quando quis mandar, o correio tinha mudado de endereço – ele nem se havia dado conta.

Onde estou?

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